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Dicas para Passear

Inhotim: em Minas Gerais, conheça um dos espaços de arte mais incríveis do Brasil

Rua B, 20 Fazenda Inhotim, Brumadinho – MG, 35460-000
Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP.
Entrada: R$ 44 inteira (meia-entrada válida para estudantes identificados, maiores de 60 anos e parceiros). Crianças de até cinco anos não pagam.
Às quartas-feiras (exceto feriados), a entrada é gratuita.
Moradores de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim não pagam
entrada.
Vista do Inhotim. Foto William Gomes/cortesia Inhotim

O Instituto Inhotim, que é um Museu de Arte Contemporânea e Jardim Botânico, expõe de forma permanente obras de renomados artistas nacionais e estrangeiros.
A área de visitação compreende 140 hectares, onde o visitante é surpreendido com galerias, bem como obras dispostas entre jardins e uma paisagem exuberante.
O Museu já recebeu cerca de 3 milhões de pessoas e hoje é, portanto, um dos principais destinos turísticos e culturais do Brasil.

O Inhotim está situado na cidade mineira de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte.
Aberto ao público em 2006, inseriu Minas Gerais na cena da arte contemporânea mundial, impulsionando a economia local e, além disso, a geração de emprego.
Desde então, o Museu demonstra seu forte compromisso com o desenvolvimento humano por meio do amplo acesso a seus acervos artístico e  botânico.

Instalações do Inhotim. Fotos Daniela Paoliello/Pedro Motta e Eduardo Eckenfels/ cortesia Inhotim

Devido à sua extensão e localização privilegiada – entre os ricos biomas da Mata Atlântica e do Cerrado –, o Inhotim possibilita que artistas criem suas artes de forma única e inovadora.
E, além disso, viabiliza a exibição permanente de obras de grande escala que normalmente não poderiam ser  vistas em museus tradicionais.
Acima de tudo,  o visitante tem uma experiência singular, que integra arte, natureza, cultura, arquitetura, entretenimento e educação.
Na área ambiental, o Inhotim possui uma coleção de cerca de 4,5 mil espécies de todos os continentes – algumas raras e ameaçadas de extinção.
Para além da estética, a equipe do Jardim Botânico utiliza este rico acervo para a realização de estudos com vistas à conservação da biodiversidade, bem como combate à mudança climática.

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    Instalações e paisagens do Inhotim. Fotos Claudia Birolini

    No campo da educação, por sua vez, o Educativo Inhotim atende, anualmente, 40 mil pessoas, que participam desde programas de formação a visitas mediadas.
    Atualmente, mais da metade dos visitantes entra no Inhotim gratuitamente por meio dos projetos educativos e das quartas-feiras livres.
    Ao longo dos anos, o Inhotim buscou, ainda, a introdução de diferentes linguagens da arte em sua programação cultural, com a realização de grandes festivais como por exemplo o MECAInhotim, shows, espetáculos e performances.
    Artistas da cena independente e também cantores consagrados se apresentaram no Instituto, incluindo Caetano Veloso, Jorge Ben Jor e Marisa Monte.

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    Galeria Claudia Andujar. Foto William Gomes/cortesia Inhotim

    O Instituto Inhotim conta com um acervo formado por pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, bem como vídeos e instalações de cerca de 60 artistas.
    Eles têm origem em 38 países diferentes.
    São 560 obras em exposição atualmente.
    Produzidos desde os anos 1960 até os dias atuais, os trabalhos estão dispostos ao ar livre no Jardim Botânico do Inhotim ou exibidos em galerias.
    Das 23 galerias, quatro são dedicadas a exposições temporárias: Lago, Fonte, Praça e Mata.
    Juntamente com os pavilhões, que contam com grandes vãos que permitem o aproveitamento versátil dos espaços, para apresentação de obras de variadas mídias.

    Visitantes. Foto William Gomes/cortesia Inhotim

    Periodicamente, as exposições das galerias temporárias são renovadas para apresentar novos trabalhos, assim como criar reinterpretações da coleção. Além disso, artistas são convidados a  desenvolver novos projetos – juntamente com a equipe do Inhotim –, fazendo do Museu um lugar em constante movimento e evolução.
    As 19 galerias permanentes apresentam obras de Tunga, Cildo Meireles, Miguel Rio Branco, Hélio Oiticica & Neville d’Almeida e Adriana Varejão.
    Também figuram por lá: Doris Salcedo, Victor Grippo, Matthew Barney, Rivane Neuenschwander, Valeska Soares, Doug Aitken, Marilá Dardot, assim como Lygia Pape, Carlos Garaicoa, Carroll Dunham, Cristina Iglesias, William Kentridge e Claudia Andujar.

    Galeria Cosmococa. Foto Marcelo Coelho/cortesia Inhotim

    Além das exposições temporárias e permanentes, o acervo de arte contemporânea é, do mesmo modo, frequentemente ativado e revisto por meio de ações, performances e publicações.

    Galeria Adriana Varejão. Foto Eduardo Eckenfels/cortesia Inhotim

    O Instituto Inhotim não só se preocupa com o meio ambiente, como está inserido em uma relevante porção florestal remanescente de Mata Atlântica e Cerrado – dois dos biomas mais ricos em biodiversidade e, ao mesmo tempo, ameaçados do planeta, considerados hotspots mundiais.
    Dos 140 hectares da área de visitação, 42 são de jardins. O Inhotim também possui um Viveiro Educador e uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) com 249 hectares.
    A RPPN colabora de forma vitalícia para a conservação da biodiversidade, conectando o Inhotim ao sul da Cadeia do Espinhaço.

    Nos últimos anos, as equipes de curadoria botânica e de paisagismo do Inhotim trabalham com a composição de jardins temáticos para exposição de parte da coleção botânica do Instituto. Nesse sentido, esses espaços têm se firmado como importante ferramenta de educação, propondo reflexões sobre diversos temas, como a preservação da biodiversidade, a utilização de recursos naturais e o cuidado com o meio ambiente.
    Atualmente o Inhotim possui oito jardins temáticos: Jardim Desértico; Jardim Pictórico; Jardim de Transição; Jardim de Todos os Sentidos; Jardim Veredas; Largo das Orquídeas; Sombra e Água Fresca e Vandário.

    Inhotim: em Minas Gerais, conheça um dos espaços de arte mais incríveis do Brasil
    Galeria True Rouge, de Tunga. Foto Daniela Paoliello/cortesia Inhotim

    Os acervos artístico e botânico do Instituto servem, por exemplo, para produzir conhecimento e desenvolver ações educativas, atendendo escolas, universidades e diferentes instituições do setor público e privado de Minas Gerais.
    Acima de tudo, os projetos educativos visam aproximar a sociedade de valores como arte, meio ambiente, cidadania e diversidade cultural.
    Para realizar as atividades, o Instituto conta com o Centro de Educação e Cultura Burle Marx – sede dos programas educativos do Inhotim.
    Essencialmente um espaço de trabalho e conhecimento, o edifício é aberto ao público e contempla, portanto, o Teatro Inhotim (com capacidade para 214 pessoas) e a Estação Educativa.
    Além disso, há uma biblioteca e várias salas onde se realizam estudos, aulas, bem como workshops e reuniões.

    “De Lama Lâmina”, obra de Matthew Barney. Foto Pedro Motta/cortesia Inhotim

    No Inhotim, os visitantes contam com várias opções de alimentação, que vão de lanches rápidos a pratos mais elaborados.
    Nesse sentido, em primeiro lugar, o Restaurante Tamboril, por exemplo, possui um ambiente agradável e integrado aos jardins e ao acervo de arte contemporânea da Instituição.
    O cardápio oferece um excelente e variado buffet de saladas e pratos quentes a preço fixo, extensa carta de vinhos, além de uma mesa de sobremesas com doces diversos.
    O Bar do Ganso, por exemplo, leva assinatura do designer Paulo Henrique Bicalho e é uma extensão do Restaurante Tamboril. Ou seja, uma verdadeira galeria de arte com peças assinadas por renomados designers brasileiros, iluminação especial e ambientação que remete aos anos 1950 e 1970.
    Mais amplo, o Restaurante Oiticica está próximo à obra Penetrável Magic Square # 5, De Luxe (1977). O espaço gastronômico oferece, portanto, refeições self-service a quilo, e o menu inclui, por exemplo, saladas e opções de caçarolas quentes.
    Já o Café das Flores está na recepção do Inhotim e é ideal para iniciar ou encerrar a visita com o melhor pão de queijo que se pode imaginar, feito com carinho pela Chef Dailde Marinho e servido sozinho ou com pernil.
    Sob o mesmo ponto de vista, o público pode ainda conferir outros espaços gastronômicos do Inhotim, que servem desde pizza a sanduíches naturais, bem como salgados, pão de queijo, suco, refrigerante etc.
    Procurando mais dicas de museus? Confira o post sobre o Museu de Serralves, em Portugal. Clique aqui.

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    caroline

    Caroline Fakhouri

    Jornalista há mais de dez anos, Carol é motivada pelos universos da cultura e lifestyle. Considera que design, decoração, moda, gastronomia e viagens são sempre bons temas para posts. Adora pessoas, "poderia até ser psicóloga". Apaixonada por escrever, encara sua rotina como um eterno aprendizado.

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