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Destinos turísticos na Oceania não costumam estar no radar dos brasileiros. Por isso, ao considerar a Nova Zelândia para uma viagem aparecem muitas dúvidas. Mas esse cenário está mudando já que o país tem aparecido nos guias como um dos destinos turísticos mais desejados para 2026. 

Por ser um destino pouco mencionado até então, será que a Nova Zelândia é a escolha ideal para seu próximo destino internacional? Neste guia, analisamos as principais cidades, pontos turísticos e experiências para você encontrar os lugares que mais combinam com o seu ritmo e estilo. 

A Nova Zelândia é mais diversa do que parece, por isso encontramos destinos para os que buscam adrenalina, relaxamento, experiências culturais ou cenários românticos. Estamos curiosos para saber qual a sua escolha.

Ilha Norte: cultura, geotermalismo e vida urbana

Não há como falar sobre o que fazer na Nova Zelândia sem citar a região que abriga quase 74% da população do país. A Ilha Norte, em maori Te Ika-a-Māui, que significa “o peixe de Maui” oferece experiências muito especiais no país.

1. Auckland: ritmo urbano e aventura leve

Auckland é considerada ponto de entrada para as excelentes experiências da Nova Zelândia. | Foto Jakarta Travel (Reprodução)

A Queen Street e a Sky Tower: turismo clássico neozelandês

Verdadeira espinha dorsal da cidade, na Queen Street, vitrines fashion dividem a atenção com a silhueta da torre mais famosa do país, a Sky Tower. Quem curte uma caminhada para compras vai aproveitar. Lá você encontra desde marcas de luxo internacionais até marcas fashion australianas como a Cotton On

Quanto a um dos maiores pontos turísticos da Nova Zelândia, os aventureiros podem pular de bungee jump, já os amantes de belas vistas vão gostar de ver toda a cidade. Para mais sobre o que fazer na Nova Zelândia, confira nosso post sobre tudo que você precisa saber para aproveitar Auckland.

Ilha Waiheke: natureza próxima da metrópole

Vinhos, arte, natureza e aventura: apenas uma curta viagem de balsa separa o agito de Auckland da Ilha Waiheke. O diferencial desse destino é que, além da proximidade da metrópole, reserva surpresas que vão além das praias. Você, com certeza, aproveitará melhor a Ilha indo no sábado, quando tem uma feira de produtos locais.  

O que fazer na Ilha Waihek:

  • Oneroa: praia sofisticada para tomar uma taça de vinho num restaurante luxuoso a beira mar;
  • Palm Beach: para ir com a família;
  • Onetangi: para caminhadas longas e esportes aquáticos

Como se locomover em Waiheke:
Na ilha há ônibus e táxis disponíveis. Você também pode alugar uma bicicleta ou optar pelo aluguel de carro para viagem.

Dica: Caso não queira ficar tanto tempo em Auckland, você pode fazer tour pela Queen Street na primeira metade da manhã e contratar uma excursão de meio dia pelos vinhedos e praias paradisíacas da Ilha Waiheke. Agora, se busca aproveitar cada detalhe da maior cidade neozelandesa, considere se hospedar no Hotel Britomart, onde há união da tradição com o moderno.

Para mais sobre o que fazer na Nova Zelândia, confira nosso post sobre tudo que você precisa saber para aproveitar Auckland.

2. Rotorua: cultura Maori, piscinas geotermais e aventura leve

A poucas horas de distância, o ar marítimo dá lugar ao vapor das termas. De banhos de lama a tirolesas e imersão na cultura Maori, Rotorua é seu destino na Nova Zelândia para uma viagem que mistura aventura e experiências culturais ancestrais. 

Perto de Rotorua, faça um passeio pela Terra Média ao visitar o Hobbiton Movie Set, uma das principais locações da Trilogia Senhor dos Anéis. | Foto: Shan Li Fang (Reprodução)

Cultura Maori em Rotorua

Procura uma experiência de turismo autêntica na Nova Zelândia? O ponto alto dessa jornada é o contato com o povo local. Seja recebido em uma aldeia numa Powhiri (cerimônia de boas-vindas) com apresentações de jogos locais e um banquete Hāngī (comida típica preparada em forno subterrâneo).

Parque Wai-O-Tapu: fenômenos naturais inusitados

Prepare a câmera para fenômenos que desafiam a imaginação. No Wai-O-Tapu, fica difícil decidir entre o Banho do Diabo, lago verde neon por conta do enxofre, ou o Lady Knox, um gêiser cuja erupção jorra água até 20 metros de altura.

Aventura na Nova Zelândia

Deixe o papel de espectador para trás e mergulhe no movimento. Aventure-se em um rafting pelo rio Kaituna e pela queda de sete metros da Cataratas de Tutea, a cachoeira mais alta do mundo para o esporte. Ou conheça a floresta milenar de Rotorua a vinte e um metros do chão numa tirolesa. Da contemplação à adrenalina pura.

Wellington: cena cultural, gastronomia, arquitetura

Wellington, com suas colinas verdejantes ao redor da cidade, entrega uma experiência cultural mais voltada à gastronomia. | Foto: Machael L (Reprodução)

No extremo sul da ilha, a cultura ganha vida. Explore a arquitetura do Parlamento enquanto desfruta de uma cena gastronômica vibrante, cercada por colinas verdes e um porto deslumbrante.

Beco da Hannah: delícias neozelandesas

Um esconderijo urbano dedicado aos sabores locais: o Beco da Hannah é lar de vários produtores artesanais. Alguns dos mais citados são: Wellington Chocolate Factory — fábrica de chocolate bean-to-bar (do grão à barra) —, Fix and Fogg — marca famosa por sua manteiga de amendoim — e a Leeds Street Bakery, ponto de encontro para os amantes de panificação e café na cidade. Um roteiro obrigatório para os apaixonados por comida.

Tour gastronômico por Wellington

Mas a experiência no Beco é apenas a porta de entrada já que Wellington é a capital gastronômica do país. Conheça os endereços mais disputados:

Picle & Pie

Com design impecável, esta cafeteria tem uma atmosfera solar e funcional, ideal para as paradas de descanso. Design de interiores planejado pelo escritório JTB Architects.

Onde fica: 2 Lombard Street, Te Aro — 6011.
Site: www.pickleandpie.co.nz
Faixa de preço: $$ – $$$
Acessibilidade: É acessível a cadeira de rodas.

Ortega Fish Shack

No Ortega, o mar ganha um toque de autoridade. Este bar e restaurante especializado em frutos do mar é dirigido pelo renomado chef Mark Limacher. Já o design de interiores planejado pelo escritório Libby Beattie Interior Design.

Onde fica: 16 Majoribanks Street, Mount Victoria — 6011.
Site: www.ortega.co.nz
Faixa de preço: $$$$
Acessibilidade: É acessível a cadeira de rodas.

Tour cervejeiro

Explore o lado mais vibrante e visual da capital. Nas ruas e vielas de Wellington, brewpubs reúnem pessoas em torno de mesas e muita cerveja artesanal. Entre os mais recomendadas estão a HeyDay Beer, a Garage Project e a Fork & Brewer. Todas com espaços super estéticos para fotografar.

Ilha Sul: cenários épicos e experiências inesquecíveis

Troque o design dos bares pelas molduras naturais mais famosas do mundo.Se a Ilha Norte entrega uma cultura pulsante, a Ilha Sul da Nova Zelândia é uma viagem por um poema visual em escala monumental. Em maori, é chamada de Te Wahipounamu, “as águas de jade”. Um nome bem alto explicativo para montanhas rochosas com neve no pico, lagos espelhados, geleiras milenares e fiordes cinematográficos. 

Do charme das vielas de Wellington para a imensidão de horizontes infinitos.

4. Queenstown: aventura com toque de luxo

No centro desse cenário monumental, a energia se transforma. Isto porque, se existe um lugar onde adrenalina e sofisticação dividem espaço, é Queenstown. Conhecida como a capital dos aventureiros da Nova Zelândia, também oferece refúgios mais calmos em hotéis boutique com experiências exclusivas.

Queenstown | Foto: Helena Bilkova (reprodução)

Bob’s Peak: mirantes e vistas panorâmicas

Para entender a imensidão do lugar de Queenstown vá até o ponto mais alto, o Pico do Bob. Esse mirante está 450 metros acima da cidade. Para chegar lá, a trilha Tiki é considerada mediana senso a mais escolhida para chegar ao local. Mas você também pode escolher explorá-lo pelo teleférico Skyline Gondola, num passeio de cinco minutos subindo a floresta.

Vale de Gibbston: paraíso dos enófilos

Depois de admirar a vista, é hora de celebrar com os melhores rótulos. O Vale é uma das regiões vinícolas mais famosas da Nova Zelândia, reconhecida pela produção de Pinot Noir de altíssima qualidade. Fica localizado a 30 minutos de carro do centro de Queenstown.

Nossas dicas de hotéis na Nova Zelândia

Em alguns momentos, precisamos deixar o roteiro de lado. Caso este seja o seu perfil de viagem, vale a pena se hospedar em um hotel que transformam o simples descanso em experiência sensorial. Confira a nossa seleção!

QT Queenstown

O QT Queenstown aposta em uma estética vibrante e contemporânea, com quartos com vista para o Lago Wakatipu.

Endereço: 30 Brunswick Street.
Preços:A partir de US$197,00* [diária, casal]
Acessibilidade: Áreas comuns acessíveis para cadeirantes.
Reserve sua hospedagem pela Booking!

Rosewood Matakauri

Já o Rosewood Matakauri segue uma linha mais intimista e contemplativa: um refúgio elegante à beira do lago, cercado por montanhas dramáticas.

Endereço: 569 Glenorchy-Queenstown Road.
Preços: A partir de US$ 1.171,00* [diária, casal]
Acessibilidade: áreas comuns acessíveis para cadeirantes.
Reserve sua hospedagem pela Booking!

5. Milford Sound: passeio de barco pelos fiordes

Queenstown entrega belas vistas, mas nada se compara a Milford. A maioria dos viajantes considera distante, mas o trecho final – perto de Te Anau – é considerado uma das estradas mais bonitas do mundo.

Voo panorâmico de Queenstown para Milford Sound

Prepare-se para ângulos que as estradas simplesmente não alcançam. É possível chegar a Milford de carro. No entanto, o passeio aéreo até lá multiplica as vistas deslumbrantes em mil. Alguns pontos de destaque para observar no caminho são os “lagos de vidro” que refletem perfeitamente as montanhas Earl e o Eglinton Valley.

Cruzeiro em Milford Sound

Ao aterrissar, o mergulho na grandiosidade do fiorde continua pelo mar. Com certeza, a experiência indispensável — e bem democrática — para fazer na Nova Zelândia durante sua viagem é explorar as águas de Milford Sound de barco, por todo fiorde até o Mar da Tasmânia. Um cruzeiro de um dia é o ideal para aproveitar a região de quase todos os ângulos. 

6. Franz Josef Glacier: caminhadas em geleiras

Franz Josef Glacier é uma das poucas regiões geleiras no mundo acessíveis a caminhadas guiadas. | Foto: Trevor Klatkor (Reprodução)

Entre Te Anau e Franz Josef, a paisagem vai ficando mais clara e gelada. Mas vale a pena, já que perto da vila está uma das geleiras mais famosas do mundo: Franz Josef Glacier. Não há uma grande infraestrutura na vila e as trilhas para chegar à maior geleira são longas. É o programa dos aventureiros e dos que buscam isolamento.

Pescaria no Lago Mapourika

Para um ritmo mais leve, a opção são as águas espelhadas da região. O Lago Mapourika é um dos destinos de pesca mais belos da Ilha Sul. Esta atividade serve para viagens em família, principalmente grupos com crianças e idosos. 

Parque Nacional Aoraki: Mount Cook

Mount Cook National Park | Foto: Sue (reprodução)

Caso a serenidade das águas baixas seja pouco, o topo majestoso dos Alpes do Sul é a sua melhor opção. Principal destino alpino da Nova Zelândia para sua viagem, Mount Cook abriga altas montanhas e as maiores geleiras do país. Os visitantes podem escolher entre uma variedade de caminhadas, sempre acompanhados de um guia.

Endereço: Canterbury Region — 7999.

7. Dunedin: praias e vida selvagem

Talvez um destino que ainda consegue surpreender a esta altura do post seja Dunedin, sabe por quê? A cidade entrega uma mistura bastante pitoresca de maravilhas naturais, vida selvagem e atrações históricas. 

Um passeio de trem:  belas vistas do desfiladeiro de Taieri

Se existe uma forma poética de contemplar as paisagens da Ilha Sul, eu não sei. Mas o passeio a bordo do clássico trem que parte de Dunedin rumo ao interior da região de Otago é idílico o suficiente para momentos a dois ou para descansar com um bom café.

Visite Port Chalmers: atrações históricas e uma vida local

Já esta vila, próxima a Dunedin, oferece uma experiência vibrante e criativa. No centro, a Iona Church, igreja gótica projetada por Nathaniel Wales. O ambiente ao redor tem muito verde e é agradável, perfeito para tirar belas fotos. A cidade abriga vários ceramistas, escultores, pintores e joalheiros e tem uma feira sazonal chamada Port Chalmers Markets

Endereço: b/24 Mount Street.
Site: www.iona.org.nz

Hospede-se no Ebb Dunedin: passado e presente, arte e arquitetura

Para impulsionar a experiência de encantamento que Dunedin oferece, conheça o Ebb Dunedin, um hotel boutique modernista criado para homenagear a fusão cultural da cidade. A fachada do edifício projetado pelo escritório Gary Todd Architecture é revestida por uma obra do artista local Simon Kaan, que retrata a chegada de wakas polinésias ao Porto de Otago.

Endereço: 82 Filleul Street, Central Dunedin.
Preços: A partir de US$166,00* [diária, casal]
Acessibilidade: Áreas comuns acessíveis para cadeirantes.
Reserve sua hospedagem pela Booking!

8. Central Otago: vinhos e natureza

Única região do país que não tem costa marítima, a região Central Otago fica entre montanhas e vales. Esse é um destino da Nova Zelândia para uma viagem a dois ou para quem busca experiências mais calmas e sensoriais.

Wanaka para casais em busca de natureza e bons vinhos

Wanaka oferece o que há de mais sereno e sofisticado na região Central Otago. No vinhedo familiar Rippon Mature Vine Vineyards, é possível experimentar um Pinot Noir de qualidade internacional. Logo depois, um passeio ao entardecer até a famosa That Wanaka Tree, árvore centenária mais fotografada do mundo.

Endereço: 73 Felton Road, Bannockburn.
Site: www.mtdifficulty.nz

Cromwell para um tour pelas melhores vinícolas de Otago

Para uma experiência de luxo, deguste o melhor Pinot Noir no terraço com vista para o Lago Dunstan, no restaurante Mt Difficulty Wine.

Endereço: 246 Mt Aspiring Road.
Site: www.rippon.co.nz

Dúvidas práticas sobre viajar para a Nova Zelândia

Qual melhor época para uma viagem para a Nova Zelândia?

Verão (dezembro a fevereiro): dias longos, clima mais estável e perfeito para explorar trilhas, lagos e estradas cênicas.
Inverno (junho a agosto): temporada de neve e esportes de inverno, com estações de esqui ativas e paisagens alpinas ainda mais dramáticas.

Qual é o tempo mínimo de viagem para a Nova Zelândia?

Reserve de 10 a 12 dias para um roteiro sem correria. Menos do que isso costuma deixar a experiência fragmentada.

Existe documentação de viagem à Nova Zelândia?

Brasileiros precisam solicitar a NZeTA (visto eletrônico) antes do embarque, de forma simples e online.

    Vale a pena uma viagem para a Nova Zelândia?

    Depois desta leitura, fica mais fácil responder: Vale, desde que escolher localidades na Nova Zelândia que oferecem atrações turísticas que façam sentido para o seu jeito de viajar. Sabemos que o país brilha especialmente para quem busca experiências ao ar livre, paisagens grandiosas, mas, ao longo do post, você ficou sabendo sobre outras experiências como as vinícolas charmosas, hotéis boutique e cidades multiculturais. 

    A orientação principal é: explore roteiros possíveis, descubra hotéis boutique que combinam com seu estilo e comece a desenhar sua própria versão da Nova Zelândia numa viagem perfeita.

    Leia mais:

    referências

    *Atenção: Preços tomam como base a data de redação deste conteúdo. Podem sofrer alterações a qualquer momento e sem aviso prévio.

    Sarah Borges

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