Tropicário
Endereço: Avenida Calle, nº 63 — Bogotá — Colômbia.
Perfil do instagram: @jardinbotanicodebogota
Horários: de terça à domingo, das 08h às 17h
O Tropicário é um espaço de exposição e preservação colombiano que transmite, através da arquitetura inteligente, a mensagem de que devemos – e podemos – conservar nossos ecossistemas.
O projeto foi encomendado pelo Jardim Botânico de Bogotá e foi conduzido pelo arquiteto Jaime Eduardo Cabal e pelo mestre paisagista Jorge Buitrago.
A Colômbia está na lista vermelha formada pelos países que mais degradam o meio ambiente, resultado do grande volume de desmatamento e dos impactos ambientais da mineração. Por isso, iniciativas para a preservação do meio ambiente são extremamente necessárias no país.
O primeiro passo para a preservação dos ecossistemas colombianos é a conscientização. Jaime e Jorge, fundadores e líderes do estúdio De Arquitetura y Paisagismo (DARP), desenvolveram um conjunto de estufas de cristal que promove a conscientização ambiental através da experiência de reconhecimento e conexão.
O local onde o Tropicário foi construído não foi escolhido por acaso: o território já foi um enorme lago.
Com o crescimento urbano, o lago foi quase que totalmente drenado. Hoje, resta apenas 1,75% do ambiente original.
O projeto em é um lembrete constante daquilo que o local era. As plataformas que conectam as estruturas e diversos espaços internos e externos se inspiram na engenharia dos pré-hispânicos da região, famosa pelas Chinampas e Camellones. A água conduz o caminho.
O Tropicário é composto por seis grandes estufas que simulam os principais ecossistemas colombianos: floresta úmida, floresta seca, coleções especiais, plantas úteis, superáramos e biodiversidade.
O projeto usa um sistema de formas flexíveis com o objetivo de não prejudicar o crescimento das palmeiras-de-cera ao redor. Conhecidas no Brasil também como palma-branca, é uma palmeira que pode alcançar até 70 metros de altura e é símbolo nacional na Colômbia.
Estacas de concreto, cravadas a 30 metros de profundidade do solo, percorrem todo o perímetro das estufas e formam seu sistema estrutural.
Ao atingir a superfície, sob as estacas, foram instaladas paredes inclinadas de concreto que servem de suporte para os pilares metálicos que cobrem todo o perímetro.
O objetivo deste sistema era permitir que o solo dentro das estruturas não fosse preenchido por vigas. Dessa maneira, o solo no interior pôde ser amplamente utilizado, inclusive para espaços subterrâneos.
A DARP prezou pela eficiência no uso de energia em todo o Tropicário, mesmo cada uma das estufas necessitando de temperaturas e níveis de umidade diferentes.
Para alcançar este resultado, as estufas variam em tamanho e na espessura das placas de vidro. Filtros e sistemas automatizados de abertura de diversas áreas permitem o controle da ventilação.
O Tropicário simula os ambientes de transição entre ecossistemas — baseados no conceito de “ecótono”, da ecologia — através de corredores e sistemas de fechamento automáticos. Assim cada ambiente tem suas necessidades térmicas e técnicas mantidas.
A estratégia também permite ao visitante ter uma experiência de caminhada contínua pelo Tropicário e pelos demais espaços do Jardim Botânico.
Queríamos pensar o projeto não como um edifício, mas sim como uma série de recintos, uma arquitetura que fosse mais o produto de caminhar do que de permanecer em um lugar determinado. E nós o concebemos como uma série de espaços que flutuavam em um lago, que era o que o terreno tinha sido.
BUITRAGO E CABAL, FUNDADORES DA DARP
No Tropicário, cada ambiente nos lança para uma imersão onde é possível ver, sentir e interagir com a vegetação.
A queda de florestas e a extinção da biodiversidade pode ser mera estatística ou preocupação para alguém distante desses ecossistemas, como os moradores de grandes centros urbanos. O contato próximo, através dos sentidos, muda tudo.
Que tal um passeio com um guia só para você? Confira passeios incríveis a poucos cliques:
Ver as cores e formas das flores e frutos. Sentir os diferentes perfumes. Sentir na pele as sensações de calor ou frescor de cada ambiente. Ouvir o som da água, das aves e das folhagens. Sensações que geram uma conexão visceral com a natureza.
Os guias, que acompanham cada passo dos visitantes e contam tudo sobre a flora dos setores, mencionam que os seres humanos utilizam apenas de 30% a 40% das plantas que existem.
E propõe a reflexão: quanto perdemos em oportunidades de saberes e curas cada vez que um hectare de floresta é derrubado?
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O Tropicário fica dentro do Jardim Botânico de Bogotá. O projeto faz parte de um projeto maior do local, chamado “Nodos da Biodversidade”. Então há diversos outros jardins e espaços para exposição da fauna e flora colombiana. Boas caminhadas, espaços de lazer e cultura como o Teatro de Las Sombras oferecem momentos adicionais de tranquilidade.
Para quem tem fome, há o Café de La Trocha que – além de muito estiloso – conta com variedade de refeições, lanches, produtos de apicultura e venda de pacotes de grãos de cafés colombianos.
O paisagismo, aliado a um Design inteligente e estratégias de museologia tornam o ambiente perfeito para aprender mais e ensinar as próximas gerações sobre a importância da preservação ambiental.
Por isso, recomendo muito a visita ao Tropicário para os amantes da natureza, do Design sustentável e àqueles que querem ensinar sustentabilidade às próximas gerações.
Leia mais:
referências
*Atenção: Preços tomam como base a data de redação deste conteúdo. Podem sofrer alterações a qualquer momento e sem aviso prévio.
ArchDaily
Universidade Pontíficia Bolivariana (UPB)
DARP
Arquitectura Panamericana – BAQ
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