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Dicas para Passear: Paris

Le Comptoir Général: espaço multicultural e trendy em Paris

80 Quai de Jemmapes, 75010 Paris, França
+33 1 44 88 24 48
Um dos salões do Le Comptoir Général. Foto Divulgação/Le Comptoir Général

A estética vintage está mais viva do que nunca.  Isso é o que prova um passeio até o final do Quai de Jemmapes, no 10º distrito de Paris. Afinal, é por ali que nos deparamos com outro século, nos ambientes peculiares do Le Comptoir Général, o autointitulado “Museu do Gueto”.

Espaços e detalhes do museu. Fotos Elephant Grass/Xceed/TripAdvisor

O local é um museu vivo, onde as paredes são artefatos em si.
Nesse sentido, os visitantes se transportam para um salão de baile com piso de ladrilhos preto e branco cheio de plantas e luz.
O foco é principalmente na África francófona e no Caribe.
Ou seja, sua coleção é baseada na forte influência da época das colônias imperiais francesas da África.
Além disso, é possível conhecer utensílios de cozinha daquele período.
E se deleitar com o papel de parede rasgado e desbotado com as impressões de exposições há muito desaparecidas.
Mais parece um mercado de souvenirs, um depósito de lembranças e uma recriação fiel da sala de estar de alguém.

Acima de tudo, por lá é possível desfrutar do bar e gastronomia, além de exibições de cinema e até mesmo comprar livros, bem como curtir shows.
O bar Le Petit Noir, por exemplo, é um local agradável para se tomar um expresso. E detalhe:  para preparar seu café, o bar utiliza água da chuva filtrada, bem como grãos cultivados em fazendas de comércio justo livres de pesticidas no Haiti, Congo e Etiópia.
Já no restaurante Le Snack o visitante poderá encontrar pratos típicos e lanches do Vietnã, Índia e África Ocidental.

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    Mais um ambiente do museu. Foto Divulgação/Le Comptoir Général
    L’ecole Buissonniere, um dos ambientes do museu. Foto Elephant Grass

    Merece destaque, ainda, o L’ecole Buissonniere, sala de aula com fileiras de velhas carteiras de madeira e um quadro-negro, que funciona como ponto de encontro de crianças.
    Simultaneamente, aos domingos, o espaço ganha vida como creche e escola que honra a tradição oral de se contar histórias.

    Após o pôr do sol, os quartos do térreo se transformam em um verdadeiro playground.
    Isso porque os visitantes se aglomeram em torno dos dois bares do espaço para apreciar os drinques icônicos, com destaque para o La Secousse, uma criativa mistura de hibisco e suco de maracujá, vodca e fatias finas de pepino fresco.
    Ao mesmo tempo em que curtem músicas do estilo reggae e afro-funk, bem como de outros estilos.

    Detalhe de um dos corredores do museu. Foto Elephant Grass

    No andar de cima fica a Le Marche Noir (Mercado Negro), uma loja de artigos usados ​​e moda urbana. Vejam que interessante: por lá se revendem, portanto, roupas de segunda mão provenientes de cidades africanas.

    Por fim, os lucros de cada espaço do “gueto” são investidos em novos projetos e o local também é sede de reuniões para a Amnistia Internacional, Greenpeace e vários empreendimentos de financiamento coletivo.
    Em síntese, o Le Comptoir Général é um lugar para os visitantes explorarem, aprenderem e vivenciarem – das  melhores formas possíveis! Uma experiência única que merece ser vivida.

    Gosta de dicas culturais? Então confira o post sobre o Museu de Serralves. Clique aqui.

    caroline

    Caroline Fakhouri

    Jornalista há mais de dez anos, Carol é motivada pelos universos da cultura e lifestyle. Considera que design, decoração, moda, gastronomia e viagens são sempre bons temas para posts. Adora pessoas, "poderia até ser psicóloga". Apaixonada por escrever, encara sua rotina como um eterno aprendizado.

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