The Muraka: dormindo debaixo do mar
Maldivas | Ilha Rangali

The Muraka: dormindo debaixo do mar

Escrito por Rayssa Cunha | Atualizado em:
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The Muraka — Rangali, Ilhas Maldivas.
+960 668-0629
À partir de US$23,414.00 (pernoite)*

As Maldivas são um complexo de ilhas no Oceano Índico que repousam sobre o Equador. Com mais de mil ilhas ao longo de quase 900 km, a geografia única das Maldivas é estonteante: recifes de várias cores, areias brancas cercadas por águas cristalinas e riqueza natural invejável.

The Muraka: dormindo debaixo do mar
Praia nas Ilhas Bathala, nas Maldivas | Cortesia do Hotel

Engana-se quem pensa que as Maldivas são belas apenas por aquilo que está sobre o mar. Lar de quase 5% dos recifes de corais do mundo, milhares de espécies marinhas e visitada até por raias e tubarões baleia. A riqueza natural sobre as águas é enorme e se expande para o cenário submerso.

The Muraka: dormindo debaixo do mar
Um dos vários exemplos de espécies marinhas encontradas na região. | Cortesia do Hotel

ILHA RANGALI

As ilhas oferecem diversas atividades para os hóspedes interessados em aproveitar suas belezas naturais: passeios guiados pelas ilhas, trilhas, tours de iate, mergulhos nos recifes ao lado de peixes exóticos e nado em gaiolas com tubarões. Há sempre algo disponível para os interessados.

Mesmo as áreas menos naturais oferecem oportunidades incríveis, como prova de vinhos, restaurantes de frutos do mar, quadras de tênis e vôlei de praia.

Entre essas ilhas, há um complexo hoteleiro chamado Conrad Maldives Rangali Island. Compondo a relação de prêmios, ele está entre “Os 100 Melhores Destinos do Mundo” pela Times Magazine em 2018. Também foi, duas vezes, vencedor do prêmio “Melhor Hotel do Mundo”. Além desses, coleciona outros prêmios diversos por seus restaurantes e spas

O local é parte do conjunto de empreendimentos da rede Hilton Worldwide. A rede é famosa por suas experiências únicas e de alto padrão. Assim como as Maldivas, o hotel é um destino paradisíaco: areias perfeitas, águas cristalinas e enorme riqueza superficial – uma explosão de cores sob as águas do Índico.

The Muraka: dormindo debaixo do mar
Ilha Rangali, foto de drone

O resort foi o primeiro, na região, a ter villas em palafitas sobre sobre lagoas salgadas. Foi pioneiro na construção de restaurantes subaquáticos e conta com o primeiro bar de queijos e vinhos das Maldivas. Dois spas fazem parte do complexo.

Além de todos esses atrativos, o conjunto conta com mais de 150 Villas para seus hóspedes. Todas de design arrojado e planejadas para atender os hóspedes em todas as suas necessidades.

The Muraka: dormindo debaixo do mar
Uma das várias villas disponíveis para estadia dos hóspedes | Cortesia do Hotel

UM RESORT COM 12 RESTAURANTES

Com doze restaurantes e bares, as experiências culinárias são quase ilimitadas. Alguns contam com uma abordagem mais próxima ao ambiente paradisíaco de conceito mais aberto, como é o caso do “The Quiet Zone”: um refúgio praiano exclusivo para adultos, com poltronas reclinadas e música ambiente calma.

Outro restaurante, o “Sunset Grill”, conta com ambiente mais rústico e integrado à natureza. Abusa do uso de madeira, sua relação com o horizonte paradisíaco e as águas calmas da região.

Além dos restaurantes acima, merece destaque o “Ithaa”, o primeiro restaurante subaquático do mundo. Uma maravilha arquitetônica projetada pelo escritório de design neozelandês “M.J. Murphy Ltd.”. É um projeto ousado, que abusa de formas curvilíneas e dos tons amadeirados (escuros) em contraste com o azul profundo da paisagem.

Um resistente túnel de acrílico realiza tanto a função de paredes quanto de teto e janelas do restaurante Ithaa, proporcionando uma vista única. É um corredor coberto em acrílico, com mesas em madeira escurecida e poltronas sinuosas. O uso da luz, que atravessa o mar para então iluminá-lo — acompanhada das ondas e peixes — lembra um filme retrofuturista, com todo o charme atemporal que o acompanha.

THE MURAKA

A menina dos olhos do Conrad Maldives Rangali Island, no entanto, é uma das villas que é chamada “Muraka” (que significa “coral” em Dhivehi, a linguagem local).

O Muraka foi inaugurado em 2018 e é um feito arquitetônico singular. Seu primeiro piso conta com um design externo limpo, em tons claros, usando bastante de ângulos retos e da sobreposição de tons claros e escuros.

A villa dispõe de três quartos, dois banheiros, um espaço externo com piscina, uma academia uma sala de estar e jantar. Uma escadaria em espiral liga os dois pisos da villa, mas um elevador particular pode ser utilizado para transitar entre os diferentes níveis da construção. Seu projeto foi feito pelo arquiteto local Ahmed Saleem e uma equipe de arquitetos parceiros, entre os quais conta Yuji Yamazaki, do renomado escritório YYA (Yuji Yamazaki Architetucture PLLC).

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O Muraka, cercado por águas cristalinas, sobre uma lagoa salgada e próximo a diversos recifes de corais. | Cortesia do Hotel

O PROJETO MURAKA

A construção foi feita em Singapura, transportada para as Maldivas e fixada sobre pilares de concreto que permitissem sua segurança entre as ondas e a maré. Esse design modular permitiu que o Muraka fosse construído com impacto Ambiental reduzido. É importante destacar que a preservação da beleza natural e da vida marinha das Maldivas é uma preocupação constante.

Alinhado a essa proposta, o hotel permite que os hóspedes adotem um coral, que será instalado no jardim de corais por um mergulhador treinado. A ação futuramente irá contribuir para a vida marinha da região.

O arquiteto Yuji Yamazaki explica o design do Muraka: ele é inspirado em um cinema, levando em conta que as pessoas não visitam cinemas pelo lugar, mas sim pelo espetáculo. Essa abordagem é aparente em todo o design da villa, sendo particularmente aparente na sua seção subaquática, onde o próprio acrílico utilizado nas paredes e janelas — que permite a vista do mar — teve de ser tratado para reduzir reflexos e o ofuscar da luz.

O interior foi construído buscando inspiração em diversas fontes que permitissem um design luxuoso e confortável, ainda que confinado; Yamazaki explica que, para isso, foram consultados do interior de jatos particulares a carros clássicos de luxo italianos. Para manter esta atmosfera luxuosa e cinematográfica, mesmo a parte subaquática do Muraka conta com ar-condicionado, eletricidade e internet sem fio.

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Um dos banheiros do Muraka, no nível subaquático. A visão única do azul através do acrílico combinada ao mármore escuro tornam a imagem sublime. | Cortesia do Hotel

A EXPERIÊNCIA DE SE HOSPEDAR NO MURAKA

A privacidade é levada a sério no Muraka. Cada etapa da experiência é preparada com cuidado. Tudo começa com um avião particular que sobrevoando águas cristalinas, lhe entrega em segurança em uma doca reservada. Sua viagem prossegue com um passeio privado de lancha que só encerra quando você alcança a porta de sua acomodação.

Os hóspedes não precisam ser grandes chefes de cozinha ou preocupar-se com manutenção ou segurança: cada Villa também acompanha seu próprio chefe pessoal, segurança, serviços de limpeza em tempo integral e até jet skis à disposição. E não se preocupe com as fotografias: mordomos foram treinados por fotógrafos profissionais para tirar fotos dos hóspedes. O hotel foi o primeiro resort do mundo a usar o conceito de “mordomos Instagram”.

Ao ficar no Muraka, você realmente tem privacidade: a Villa não é conectada a nenhuma outra ilha, ao hotel ou resort, te colocando de fato em meio ao Oceano Índico, em um paraíso particular.

The Muraka: dormindo debaixo do mar
 A travessia até o Muraka é feita por uma lancha particular, após um voô particular, e parte de uma doca particular. Exclusividade e privacidade são levadas a sério pelo resort e seus hóspedes. | Cortesia do Hotel

A ESTRUTURA E SEUS INTERIORES

Acima da água, o projeto de cada Villa contempla cerca de 100 m², e é onde fica o quarto principal da villa. Com o objetivo declarado de oferecer aos hóspedes um espetáculo, mais de três quartos das paredes e teto foram construídos em acrílico, permitindo que visitantes observem e aproveitem a vista do Índico e sua vida marinha a partir de praticamente qualquer ponto dos cômodos.

Todas as paredes internas são cobertas em couro marrom escuro, lembrando o interior de um raro conversível de luxo. O piso é coberto com um carpete de seda que reduz as reflexões sonoras causadas pelos movimentos de outros hóspedes, seja no quarto ou andar de cima, ou mesmo pelo movimento do próprio mar. Ao dormir em seu quarto principal, que repousa sob as águas claras e cheias de vida das Maldivas, você será, por um breve momento, a única pessoa dormindo tranquilamente sob o oceano.

The Muraka: dormindo debaixo do mar
 Cortesia do Hotel

O restante do interior do Muraka — em especial seu piso que fico sobre o oceano — é coberto em mármore e com visual arrojado, contando com uma bela piscina infinita em vidro com vista para o mar e podendo saltar do próprio deck para o mar.

Como toda a arquitetura foi feita pensando em aproveitar a beleza natural da região, ela conta com vistas exuberantes – por exemplo, a varanda do pôr-do-sol, na sala de jantar, que permite que os hóspedes relaxem e observem o crepúsculo confortavelmente pelas amplas janelas de vidro.

The Muraka: dormindo debaixo do mar
Sala de jantar do Muraka, voltada para oeste, a fim de permitir uma visão privilegiado do pôr-do-sol. | Cortesia do Hotel

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REFERÊNCIAS

* Os preços têm como base a redação deste artigo, podendo mudar a qualquer momento e sem aviso prévio.

Site do hotel

Site do escritório de arquitetura

Archdaily

Atlas Obscura

Orange Smile

The Points Guy (relato de um visitante)

Tatler Asia


Autor Fernando França

Formado em Gestão Empresarial, apaixonado por Design, escritor por vocação. Fernando tem mais de 7 anos de experiência gerenciando e desenvolvendo negócios na área de Gastronomia. Eterno pesquisador de tendências, devora informações sobre projetos que unem estética, função, empatia e sustentabilidade. Veio ao projeto Dona Arquiteta para contribuir com o que pode haver de melhor sobre o assunto.


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