Foto: George Fakaros (reprodução)
Nammos Hotel Resort em Mykonos
Endereço: Psarou Beach, s/nº — Mykonos, Grécia (próximo à Praia de Platis Gialos e ao porto de táxis aquáticos da ilha)
Reservas podem ser feitas diretament por aqui.
Em Mykonos, toda praia tem seu hotel. Psarou tem o Nammos. O que diferencia este resort em Mykonos não é a localização privilegiada (apesar dela ser boa, só que isso qualquer folheto turístico repete) e sim a decisão de vestir os quartos com a Loro Piana e entregar a arquitetura a Alexandros Kolovos como serviço.
Se o Nammos Restaurant já era point no mundo fashion europeu por décadas, o hotel foi a resposta óbvia para quem não queria ir embora ao entardecer.
O resultado é um dos melhores resorts da Grécia e nossa melhor recomendação se você está procurando uma estrutura super completa na região.
Confira aqui nossa análise!
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O hotel nasceu muitos anos antes como Kenshō Psarou. O projeto deu início à consolidação da propriedade como um respeitado resort em Mykonos, após reconstruir uma residência privada preexistente sob o gerenciamento da Notion SA (projeto que, inclusive, já foi matéria aqui no site).
Em 2022 o grupo Monterock International comprou a propriedade por 19 milhões de euros, e em 2024 o hotel reabriu com um novo nome — Nammos Hotel Mykonos — e uma remodelação coordenada pelo escritório Area Design Office.
O lobby é o primeiro argumento de design. Uma pista do que vai encontrar por todo resort já está no sofá da área, em formato curvilíneo em veludo azul-turquesa e asesinado pela Loro Piana Interiors. Aliás, vai ser a cor que atravessa todo o hotel como fio condutor.
Nada de molduras ou quadros convencionais. No chão, terrazo colorido com fragmentos de pedras do Egeu. O mobiliário foi desenvolvido em colaboração com Patricia Urquiola, Paola Navone e Tom Dixon, cada peça com identidade própria.
As torneiras dos banheiros são da italiana Gessi, uma coleção desenvolvida especificamente para o projeto, com saídas de teto que incorporam espelhos circulares embutidos. Os espelhos das bancadas são emoldurados em corda de sisal, como âncora de barco — um daqueles detalhes muito bacanas que usam a sensação tátil para fazer o link com a história local.
São 26 quartos e suítes distribuídos na encosta, mais 3 vilas independentes no ponto mais alto da propriedade. Não existe quarto sem terraço privativo, o que é uma premissa de privacidade esperada de um resort em Mykonos neste padrão, sendo que alguns contam com jacuzzi e outros com piscina de imersão.
A diferença entre as categorias está principalmente na dimensão e no ângulo da vista, já que as suítes Premium olham para a baía de Psarou e o Duplex Panorâmico (no nível superior) enquadra o horizonte do Egeu e as ilhas menores ao fundo.
As vilas têm estrutura completamente separada e integra piscina de borda infinita com vista para o mar, sauna, academia e cozinha (com possibilidade de chef particular).
Nos quartos, o enxoval é da Frette, os amenities de banho são da Diptyque. As bancadas dos banheiros são talhadas em mármore grego, com cubas esculpidas em madeira petrificada.
Psarou fica a 3 quilômetros de Chora, que é a “cidade velha” de Mykonos, de ruelas labirínticas e moinhos de vento. Ela está em cerca de dez minutos de carro, o que na prática significa que a maioria dos hóspedes não sai do resort em Mykonos.
Ao lado do hotel, atravessando os 50 metros de corredor com cactos e ânforas de barro, se checa diretamente ao Nammos Restaurant. Ao lado, o Nammos Village, onde você encontra um shopping ao ar livre com boutiques da Chanel, Dior e, claro, Loro Piana (a mesma grife que veste os quartos).
O Nammos Restaurant existe desde antes do hotel e é, de certa forma, o motivo pelo qual o hotel existe. O cardápio é mediterrâneo com influências japonesas e peruanas. Isso significa que o polvo, pargo e ovas do Egeu convivem com sashimis e ceviche.
O salão funciona sob arcos brancos caiados com vista direta para a baía, sem vidro entre as mesas e o mar. Ao lado, o bar na praia serve coquetéis com flores comestíveis e gelo esculpido.
São 3 salas de tratamento (sendo as camas de quartzo Gharieni), e um menu de tratamentos que não raro recebe clientela direto nos iates que ancoram na baía.
A estrutura também inclui academia, sala de meditação e um cardápio de snacks funcionais.
Mykonos não precisa de apresentação, mas é fácil confundi-la com sua própria reputação. O lado agitado coexiste com enseadas onde não chega ninguém.
O hotel organiza passeios de caíque pelas costas menos frequentadas da ilha. Em terra, Chora merece pelo menos meio dia: os museus de arqueologia e de arte folclórica estão entre os melhores das Cíclades.
O Nammos Hotel não foi projetado para crianças e isso é uma declaração honesta, não uma crítica. A atmosfera do Nammos Beach Club, com DJ a partir do meio-dia, não é compatível com cochilos de tarde.
Dito isso, as vilas de quatro suítes são uma opção real para famílias com filhos maiores, graças à piscina privativa, chef particular e acesso independente ao restante do complexo.
Para viajantes corporativos, essa questão não fica de fora na seleção de hotéis, por isso é importante destacar que o hotel não tem certificações de sustentabilidade, mas algumas escolhas de projeto valem ser registradas: o terreno foi edificado sobre uma estrutura residencial preexistente, o que significa que não houve novo desmonte de rocha e os materiais principais são pedra local, madeira de reflorestamento e bambu.
As bancadas de madeira petrificada nos banheiros são, por definição, duráveis por séculos. Isso não faz do Nammos um hotel “verde”, mas aponta para uma certa consciência sobre o que construir e como.
A topografia em cascata do hotel, que é parte do que o torna bonito, cria também um circuito de degraus e rampas que pode ser difícil para quem tem mobilidade reduzida.
O serviço de mordomo funciona 24 horas e pode auxiliar na circulação interna, mas é importante consultar o hotel antes de reservar para identificar quais acomodações têm acesso menos fragmentado.
No geral, não recomendamos para quem tem dificuldades de mobilidade.
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