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Phum Baitang
Endereço: Phum Baitang, nº 7570 — Neelka Way — Siem Reap — Camboja.
Preço: a partir de US$ 393,58*
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Há um grande templo de pedra, escondido por séculos numa densa floresta. É uma paisagem onírica. Rostos e colunas de pedra se levantam do solo, dividindo espaço com densas raízes. Vestígio de um reino cambojano, é um templo histórico: o majestoso Angkor Wat.
Além dele, a floresta foi derrubada e abriu espaço para um movimentado centro urbano. Aqui, a arquitetura milenar cede à correria de uma cidade turística. Há uma confusão de motos e carros, o forte aroma dos mercadões e grandes aglomerações.
Há poucos quilômetros desse cenário, está instalado um dos famosos resorts da Zannier Hotels. É um oásis no caos de Siem Reap. Ele está construído em uma enorme área de campos verdejantes, palmeiras e próximo dos arrozais.
Estamos falando do Phum Baitang.

A HISTÓRIA DE PHUM BAITANG
Atualmente, o Angkor Wat passa por uma recuperação de muitas de suas estruturas. É um valoroso trabalho desempenhado por arqueólogos, arquitetos e historiadores. Mas não é apenas o templo que passa por restaurações.
O Camboja passou por diversas crises e guerras. Das guerras civis, a mais recente acabou menos de trinta anos atrás e deixou marcas profundas na sociedade cambojana. O país está em um — acelerado — processo de reconstrução.
Uma das principais fontes econômicas do Camboja é o turismo. Em especial aquele ancorado nas ruínas de Angkor. O local já foi capital de um reino que dominou toda a região milênios antes.
Devido ao seu valor histórico, atrai milhares de turistas todos os anos. A cidade mais próxima de Angkor, Siem Reap, recebe a grande maioria.
Tornando-se uma cidade hoteleira que cresceu rápido demais, é muito movimentada e caótica.

Siem Reap recebe hotéis de grandes nomes da hotelaria internacional, como a rede Aman. Por isso que Arnaud Zannier, dono da rede Zannier Hotels, fez um movimento considerado ousado ao investir na cidade.
O sucesso do Phum Baitang se deve à fórmula que Arnaud estabeleceu para todos os hotéis de sua rede, evitando ostentação e procurando um luxo sutil. O requinte dos hotéis de Arnaud sempre se mescla à cultura local, entregando vivências autênticas.

Phum Baitang se tornou famoso após a estadia de Angelina Jolie. Durante a direção de seu filme no país, se estabeleceu durante três meses no Resort. Por sinal, de sua prolongada estadia nasceu uma amizade com Arnaud. E, das conversas, sua inspiração para os hotéis da Namíbia.

PHUM BAITANG E SEUS AUTORES
A rede Zannier Hotels foi fundada sobre uma base ambiciosa. São diversos projetos, alguns ainda em construção, que foram iniciados ao mesmo tempo. O primeiro deles a ficar pronto foi o Le Chalet, nos alpes franceses.
A rede é do hoteleiro Arnaud Zannier, um importante nome na indústria da moda francesa. Arnaud descende de uma família que domina grandes negócios no mesmo setor.
Os diversos hotéis da rede, que se expandem por todos os continentes, são diretamente feitos a partir das inspirações e frustrações de Arnaud na hotelaria de luxo.
Pessoalmente, não consegui encontrar todos os elementos adequados aos meus valores, gostos e filosofia. Todos os hotéis em que fiquei simplesmente tinham algo faltando.
ARNAUD ZANNIER


No caso do Phum Baitang, os arquitetos da AW² aceitaram o desafio. A agência, com sede em Paris, dos arquitetos e designers Reda Amalou e Stéphanie Ledoux compartilham dos mesmos valores de Zannier.
Os interiores dos projetos da Zannier Hotels foram elaborados por Geraldine Dohogne. Até então, ela foi a designer responsável por todos os projetos da rede.

CONCEITO E ARQUITETURA
A hotelaria de luxo tem por hábito comprometer a experiência no hóspede em um novo país. O principal motivo é que, na busca por materiais e serviços requintados, colocam as tradições locais em segundo plano. Como resultado, hóspedes viajam à um local exótico e são cercados pelos mesmos padrões hoteleiros encontrados em qualquer outro país
Phum Baitang se contrapõe a este conceito. O projeto faz uso de técnicas e estruturas tradicionais do povo cambojano. Além disso, o projeto procurou – desde o princípio – encontrar um equilíbrio com o meio ambiente.
A manifestação desse conceito aparece na base das vilas privativas, sendo 45 ao todo. Utilizando materiais locais, foram erguidas sobre palafitas de madeira. A técnica é muito utilizada na região como solução contra as frequentes e sazonais inundações.

Amplas janelas oferecem visão aos generosos terraços e piscinas. O resultado é uma experiência de hospedagem que aproxima o visitante da natureza.


DECORAÇÃO
Conceitos modernos e um forte estilo colonial se unem nos interiores projetados por Geraldine Dohogne. A madeira e suas cores são onipresentes.

O verde, presente no nome do resort — Phum Baitang significa “vila verde” na língua Kmer — cria contraste com tons de madeira.

Dohogne buscou objetos que infundem história local ao ambiente. São objetos antigos, produzidos em materiais que envelhecem junto ao projeto. Além deles, as flores de lótus – símbolo local – se encontram nos mais inusitados espaços. A delicadeza de suas aparições impressiona. Estão in natura, em tecidos e em produtos do Spa.
GASTRONOMIA EM PHUM BAITANG
O resort oferece aos seus hóspedes três opções de locais para comer e beber. O café da manhã acontece no terraço Hang Bay, um restaurante em estilo colonial que oferece a fusão de diversas cozinhas internacionais.

O outro restaurante, o Bay Phsar, está em frente à piscina principal do Phum Baitang. É aqui que as principais refeições acontecem, todas com preparações típicas do Camboja e ingredientes locais.

Por fim, há o Cigar & Cocktail Lounge. O bar está instalado num autêntico casarão com mais de cem anos. É mobiliado com poltronas de vime, mesas de torta e tapetes orientais.
Além de uma grande variedade de drinks, o cardápio ainda oferece diversas opções de vinho finos, licores antigos e charutos premium.
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Veja a seguir algumas fotografias das preparações oferecidas pelos restaurantes do Phum Baitang:
REFERÊNCIA COMO RESORT ASIÁTICO
O Phum Baitang mantém toda a atmosfera presente nos demais hotéis da rede Zannier. A valorização dos saberes locais, marca assinada de Arnaud e Geraldine, estão presentes neste projeto.
O uso da madeira, a conexão com a natureza e ambientes elegantes são apenas alguns dos atributos que ganham destaque em Phum Baitang.
O resort é recomendado para todos aqueles que buscam uma aventura na ásia e querem conhecer mais da história cambojana, sem renunciar ao conforto de um hotel de luxo.


Leia mais:
referências
*Atenção: Preços tomam como base a data de redação deste conteúdo. Podem sofrer alterações a qualquer momento e sem aviso prévio.
Site oficial do Hotel
AW²
Geraldine Dohogne
Chapter Fifty
Luxury Travel Expert
Golf in Camboja
Autor Fernando França
Formado em Gestão Empresarial, apaixonado por Design, escritor por vocação. Fernando tem mais de 7 anos de experiência gerenciando e desenvolvendo negócios na área de Gastronomia. Eterno pesquisador de tendências, devora informações sobre projetos que unem estética, função, empatia e sustentabilidade. Veio ao projeto Dona Arquiteta para contribuir com o que pode haver de melhor sobre o assunto.